10 dicas de como vencer a curva do esquecimento


Estudar para concurso público é uma tarefa árdua. Isso já sabemos. Mas, além de todos os sacrifícios necessários e do tempo gasto até chegar a aprovação, os candidatos devem lidar com algo tão ameaçador quanto a procrastinação (nossa arqui-inimiga), que é a curva do esquecimento. A curva do esquecimento é um conceito relacionado à força de memória, a qual se refere à durabilidade em que as informações são retidas no cérebro, ou seja, mostra como as informações são perdidas ao longo do tempo quando não há tentativa de retê-las.


Quando você pega um edital, por exemplo, para Delegado de Polícia, o qual regulamenta provas em que são cobradas normalmente algo em torno de 10 disciplinas, cada uma com sua imensidão de conteúdo programático, a curva de esquecimento é um fator importante a se levar em conta na sua preparação. Até porque, sua preparação para a prova geralmente é precedida por um período de meses ou anos, e quem realmente pode afirmar que consegue se lembrar com perfeição em dezembro de algo que leu em janeiro?


Para isso, existem várias técnicas ou métodos de revisão. Existe a revisão progressiva, baseada no ciclo de estudos (que é o método de que mais gosto, e o qual utilizei. Vou abordá-lo em um próximo artigo). Existe também a técnica de 7/14/21, na qual você faz revisões durante esse intervalo de dias, e por aí vai.


Gostaria de afirmar algo: não existe técnica ideal ou melhor de revisão. Estas são métodos, diferentes de forma de combater um inimigo comum – o nosso esquecimento. A melhor forma será aquela mais compatível com o candidato, e que permita que ele avance no conteúdo, porque, se o aluno se preocupa demais com a revisão, nunca avançará nos estudos. Assim, não se deve priorizar a revisão face ao avanço do conteúdo, porque revisar sem ter estudado é igual a revisar nada – o resultado será sempre zero.


Mas, enfatizando o tema de nosso artigo (como vencer a famigerada curva de esquecimento), temos algumas dicas que podem ajudar na evolução de estudos e te dar uma vantagem frente à perda de memória normal. Porém, antes de apresentá-las, outra observação: não faça uso de medicamentos ou drogas sem qualquer recomendação médica. O uso prolongado de substâncias ditas potenciadoras de estudos, além de desnecessário, pois existem métodos comuns que te dão o mesmo rendimento de maneira natural, pode te trazer prejuízos maiores no futuro.


1. Trabalhe novamente os temas nos quais você teve dificuldades.


A ideia de criar o seu material de estudos é alocar num mesmo ambiente os temas mais importantes de seu estudo, assim como aqueles nos quais você teve maiores dúvidas. Assim, sempre que sentir que não houve entendimento correto em determinado assunto, marque-o, coloque-o como ênfase em seu caderno de anotações e volte a ele na hora oportuna (seja em suas revisões ou em um tempo livre).


2. Use destaques.


Marcações, negrito, sublinhado. Faça isso em tudo que achar conveniente no seu material de estudos. Uma vez ouvi de um professor da faculdade que “meus livros nunca ficam em branco”. Faça anotações. O livro é seu. Rabisque-o. Use e abuse de marca-textos, faça anotações.


3. Faça resumos.


Embora aqui eu faça um parêntese: não é todo material que vale a pena ser resumido, assim como você não deve perder mais de 40 minutos em uma aula de meia hora. Se o material já for resumido (por exemplo, os PDFs que você tem à sua disposição), vale a pena fazer apontamentos nele. Além disso, no Gran Cursos Online, você tem a opção de usar a aula degravada. Sendo assim, não precisa copiar tudo o que o professor fala, pois vale mais a pena complementar o material que já está à sua disposição.


4. Faça esquemas a partir dos resumos.


Monte roteiros, fichamentos, post its, destaque conceitos em separado etc.


5. Faça exercícios cotidianamente, assim como simulados.


O uso de exercícios para mim é a melhor forma de colocar em prática e rever o conteúdo já aprendido. Exercícios e simulados devem ser cotidianos em sua rotina de estudos. Faça exercícios sempre, e faça-os utilizando o método de estudo reverso. Assim você não só treina o seu conhecimento, mas também estuda analisando como a questão foi elaborada, quais os erros e acertos das outras alternativas (se a questão for de múltipla escolha).


6. Faça revisões.


Não importa qual seja seu método de revisão, porém uma vez que você avance no conteúdo, não deixe de olhar para trás e vislumbrar os temas pelos quais já passou. Lembre-se: revisão não é estudar de novo, e sim resgatar algo que já foi estudado.


7. Use e abuse de mapas mentais.


Eu, particularmente, prefiro adquirir ou usar um mapa mental já pronto do que montar um. Seja a forma como você o utilizar, ele é um excelente método de resgate da memória. Porém, um aviso: mapa mental não serve como fonte de estudo, mas sim é um método de resgate da memória.


8. Faça treinos cognitivos, exercícios para memória.


9. Dê aulas para você mesmo e para as pessoas ao seu redor. Simule uma apresentação na qual você trabalhe os assuntos estudados.


10. Descanse e relaxe em seu tempo livre.


Se sua mente é similar a um computador, sua memória é finita e, tal qual uma máquina, precisa desacelerar quando está sobrecarregada. Durma bem e descanse quando for a hora de descansar. Concurso público é uma maratona, sendo assim, haverá um longo trajeto pela frente. Você deve sobreviver até a linha de chegada.


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FONTE: https://blog.grancursosonline.com.br/10-dicas-de-como-vencer-a-curva-do-esquecimento/


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