Como estudar com apostilas e ter bons resultados

 

 

Apostilas tanto podem ajudar como atrapalhar. Vai depender da sua dependência ou independência em relação a elas...

 

Ainda não há indicadores importantes e curiosos na seara dos concursos como realmente necessitamos, mas é provável que quatro em cada 10 concurseiros falem mal das apostilas para concursos. Esses quatro certamente são os mais experientes, que podem até não ter chegado ao “topo” onde pretendiam chegar, mas fizeram por si mesmos aquele algo mais.

 

Fala-se que há pessoas “teimando em estudar com apostilas” e que isso seria uma escolha estúpida. Fala-se que as fontes de pesquisa dos conteúdos desses matérias são duvidosas ou de má qualidade – pelo menos em parte. Fala-se que o ideal é encarar a compra de bons materiais não como um gasto, mas como um sério investimento.

 

Não duvido dessas opiniões. De fato, precisamos estudar bem e com bons materiais, sejam livros, vídeo-aulas, sejam cursos presenciais. O que discordo é o fato de se tratar uma apostila como o vilão responsável pelo fracasso em algumas seleções.

 

Na questão das apostilas, entram pelo menos dois fatores que explicariam a predileção de muitos: 1. Elas são materiais "de urgência" para quem pretende participar de um concursomeio que “às pressas”; 2. Elas são extremamente mais baratas.

 

Sobre esse primeiro fator, há um vício do brasileiro médio candidato a concurso que é este: todos que vão participar de um concurso “a toque de caixa” irão preferir um desses dois caminhos: ou pesquisar tudo na internet, juntar e dizer que está estudando o programa completo (às vezes está mesmo, dependendo do concurso); ou comprar uma apostila. E concordo com os experientes quando lembram que não exercitamos nossa perspectiva de encarar as coisas daqui a um ou dois anos em diante.

Sobre a questão de apostilas serem mais baratas, confesso que comprar livros no Brasil (qualquer livro de qualidade) é uma tarefa cara e os candidatos trabalhadores brasileiros priorizam outras demandas (e com razão): comer, vestir-se, arrumar a casa, sustentar os filhos, pagar a condução para o emprego, etc... Há exceções à “regra”, como por exemplo, gente solteira, que trabalha e consegue se sustentar e ainda deixa alguma coisa para investir nos estudos, por exemplo; ou gente que ainda é sustentada pelos pais, isto se esses pais tiverem um poder aquisitivo diferenciado.

 

Mas penso que não adianta “combater” o consumo das apostilas, baseando-se apenas nesse primeiro fator, que é o problema da urgência do candidato diante da falsa "praticidade" delas. Assim como também não adianta banir as apostilas alegando coisas como “se é barato, é porque não presta, só vai te atrapalhar”.

Para a concurseira Áurea, não podemos encarar as apostilas como vilões dos estudos, mas como aliadas, apesar de sabermos que elas não contribuirão em muita coisa se o candidato apenas começar a estudar nas vésperas de um concurso. "As apostilias são úteis, por exemplo, se o nosso propósito é reunir num só material todo o conteúdo que você precisa estudar, principalmente quando a banca não sugere bibliografia", diz Áurea.

 

Por outro lado, a candidata lembra que não dá para depositarmos nossas esperanças na apostila barata da banca. "Tem que começar na escolha de um material mais relevante. Eu mesma sempre busco publicações assinadas por cursinhos mais conhecidos, passando pela conferida se o conteúdo a ser cobrado na prova está todo no material. Por fim, a internet é sim uma outra aliada importante, desde que a pessoa saiba buscar fontes confiáveis de pesquisa. Bateu a dúvida sobre uma informação da apostila? Procure na internet, vá atrás de boas fontes de informação, fóruns, grupos de discussão. E escreva! Não leia a apostila sonhando que vá decorar tudo. Faça resumos, exercícios, pratique. Todo esforço é válido na hora de estudar, porque é muito fácil não buscar aprendizado, ler a apostila na véspera da prova e quando vem a nota ruim achar que a culpa é do material", conclui sabiamente a estudante.

 

Para encerrar, pensamos que o "policiamento ostensivo" para impedir todo esse "tráfico de apostilas" deveria ser baseado na educação. Surte mais efeito alertar (instruir, educar, informar, use o verbo que quiser) os candidatos quanto ao fato de que as apostilas podem ajudar (temos provas de que ajudam, há pessoas que passam sim, como vimos), mas podem não ter a qualidade acadêmica realmente necessária para passar. Muitos comerciantes de apostilas apenas fazem um "recorte" de textos da internet e montam o seu material, como se fosse algo bem elaborado. Sem falar no fato de que um conteúdo resumido de algum assunto ligado ao concurso pretendido certamente não irá ajudar, porque cada vez mais as bancas examinadoras estão elaborando questões impregnadas de detalhes (veja, por exemplo, as provas de Legislação em geral). Ou seja, tirando aqueles candidatos que conseguem memorizar um grande volume de conteúdos, os demais precisam estudar mesmo é com bons mateiriais, especialmemente aqueles bem comentados por estudiosos de respaldo.

 

Assim, é preciso que se diga que, para se manter determinado, o esforço a ser feito pelo candidato sempre deverá ser bem maior do que se limitar à aquisição de apostilas para tudo quanto é concurso. Apostilas tanto podem ajudar como atrapalhar. Isso vai depender do nível de dependência ou de independência que você tem em relação a elas...

 

Fonte: Concursosnobrasil.com

 

 

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September 13, 2019

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