Planejamento é um dos segredos para a classificação

 
 

 

 

Não são poucos os especialistas que ressaltam a importância de o concurseiro planejar seus estudos. Esta é, para muitos, a melhor forma de obter sucesso diante da concorrência cada vez maior e da preparação mais apurada com que os candidatos chegam para a disputa das vagas. Mas, tão difícil, e estratégico, quanto traçar metas adequadas de estudo é colocá-las em prática. Parece fácil, mas não é. Especialistas em geral destacam a dificuldade de o concurseiro se manter firme em sua rotina de preparação. Até porque, principalmente quando o objetivo é de longo prazo, não faltam razões para deixar o estudo de lado: dificuldade financeira, instabilidade emocional, falta de perspectiva de realização de concurso são apenas alguns dos combustíveis que alimentam a procrastinação.


Quem consegue se manter em sua trajetória e seguir com obediência os objetivos de estudos traçados ganha um diferencial em relação à maioria dos participantes, mesmo em concursos mais disputados. Esta postura, por sinal, foi o aspecto considerado mais importante para que Bruno Magalhães D’Abadia conquistasse uma das vagas mais sonhadas por todos os concurseiros: a de consultor legislativo da Câmara dos Deputados. E Bruno está longe de ser o candidato que tinha condições de dedicar-se integralmente à preparação. “Em todos os concursos que fiz eu tive que conciliar trabalho com os estudos”, ressalta o consultor legislativo, lembrando que buscava fazer com que suas férias do trabalho coincidissem com o mês anterior da prova para o concurso que pretendia para, assim, poder estudar mais. “São os ônus necessários para ser aprovado.”


Planejamento, por sinal, é a palavra-chave para o sucesso de um concurseiro, na opinião de Bruno D’Abadia. Esta era a primeira etapa de sua preparação para qualquer concurso. Era nesse momento que ele elaborava planilhas com as matérias a serem vistas a cada dia. Ele fazia questão de seguir incondicionalmente seu plano de preparação. “Seguia firmemente o meu cronograma de estudos independentemente de que horas eu teria que dormir, para ser capaz de não ficar atrasado. Durante toda a minha vida de estudante eu nunca deixei um dia sequer atrasar, o que sempre garantiu que eu chegasse às provas tendo coberto todo o edital, da forma como eu me propus”, comenta o consultor legislativo.


Nascido na cidade de Anápolis, no estado de Goiás, Bruno atualmente em Brasília-DF. Filho de uma secretária e de um motorista, ele formou-se em Engenharia Mecatrônica pela Universidade de Brasília (UnB), com pós-graduações em Engenharia de Produção e Engenharia de Petróleo. Recentemente concluiu meu mestrado em Economia. Antes de entrar no serviço público, foi engenheiro da Petrobras e trabalhou na iniciativa privada como engenheiro de Hardware numa empresa de automação industrial. A restrição do mercado privado foi uma das principais motivações para ele buscar uma vaga em um órgão federal. “O mercado privado para engenheiros em Brasília estava muito apertado, e onde eu trabalhava não havia muito espaço para o crescimento, por se tratar de uma empresa pequena”, disse Bruno, que também buscava uma forma de ter um bom emprego e continuar vivendo em Brasília.

 

Até chegar ao cargo de analista legislativo da Câmara, Bruno fez sete concursos. Foi aprovado em 12º lugar para a Petrobras: conseguiu classificação para o Banco Central e para analista legislativo da Câmara, e para o IBGE; ficou em 5º lugar na seleção para o TCU e na primeira colocação nos concursos para a Previc e para consultor legislativo da Câmara, seu cargo atual. Para obter sucesso em tantos concursos, além do planejamento na hora de distribuir o tempo de estudo, ele também acredita ter sido fundamental a escolha do material a partir do qual se preparou. Para ele, o segredo não está em adotar uma lista extensa de livros e apostilas. “Sempre fui bem objetivo, investindo o quanto eu podia nos melhores materiais e me pautando por eles. Livros são investimento e não custo”, destaca.


Objetividade também é tudo quando o assunto é preparação para concursos, destaca Bruno D’Abadia. Uma das estratégias que ele considera mais eficientes é não perder tempo decorando enumerações extensas. Para ele, o mais importante é entender, aprender, fazer analogias e não ficar excessivamente mergulhado no conteúdo, buscando assimilar tudo o que está no material a ser estudado. “Tentar saber os mínimos detalhes é errado; o que vale é nunca errar uma questão fácil que sempre cai e que todo mundo vai acertar, e depois acertar um pouco de questões difíceis conforme afinidade e conhecimento prévio”, destaca o engenheiro. Para ele, também não vale a pena dedicar muito tempo para disciplinas com as quais o candidato não tem muita afinidade ou conhecimento prévio.


“É besteira, porque toma muito tempo e o benefício marginal disso é bem pequeno. Logo, é preciso estar na média na maior parte das disciplinas e se sobressair em algumas. Isso é suficiente para ser aprovado em qualquer concurso. Foi assim que passei num concurso de uma vaga somente… Claro, que isso foi depois de outras aprovações e já bastante experiência”, salienta. Para Bruno D’Abadia, ingressar na carreira pública representou independência financeira, a possibilidade de realizar sonhos e a capacidade de ajudar a família. Por essas e outras razões, para ele, vale muito a pena dedicar-se ao estudo para concursos. “Permaneçam firmes na caminhada. Sejam organizados. Sejam metódicos. Sejam espertos. Não sejam prolixos. Fujam das armadilhas. Invistam tempo e dinheiro. Não sejam mais ou menos, não sejam medianos, não sejam medíocres. E, por favor, não se enganem: não mintam para vocês mesmos afirmando que estão fazendo tudo o que podem, quando no fundo sabem que haveria espaço para mais dedicação.”

 

Fonte: Folha Dirigida

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September 13, 2019

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